Grandes livrarias fizeram algo sensacional ao criar espaços que nunca encontramos, via de regra, numa biblioteca no Brasil: acervos atualizados e um espaço decente para folhear um livro. Somado a isso, um bom café, genial! Só por isso devemos torcer para que esse negócio prospere. Entretanto, como trabalhar nesse ramo não é fácil em um país que não tem cultura de ler, elas acabam reproduzindo algumas máculas do nosso mercado editoral.

Para os amantes dos livros, com recursos desproporcionais à sede de leitura, segue algumas recomendações:

Regra número 1: Pesquisar o preço. Pode parecer demasiado óbvio, mas segue em vigor. A diferença de preço entre livrarias às vezes é impressionante, portanto, pesquise. Inclusive pesquise a diferença entre a loja física e virtual do mesmo grupo comercial, pois é muito comum haver diferença de preços e, a loja física cobrir a oferta da loja virtual.

Regra número 2: participe de sites de trocas de livros. As pessoas, em geral, leem o livro uma única vez e, não são todos que tem mania de rabiscar e sujar livros. Na maior parte das vezes, você vai adquirir um livro em excelente estado, por um quarto do valor de livraria.

Regra número 3comprar um e-reader (leitor de e-books) . Os preços dos e-books costumam (deveria ser a regra absoluta!) ser mais baratos que os livros físicos. O leitor de livros digitais (próximo artigo será sobre e-readers) possibilita comprar edições na língua original. Não é luxo! Tampouco pedantismo! Excelentes livros não foram traduzidos para o português; algumas traduções são péssimas (chegam a errar até o título do livro); e, de quebra, você vai melhorar sua fluência em outras línguas.

Regra número 4:  não acredite naquelas frases promocionais: “segundo a News... você vai perder o fôlego...”; segundo tal autor: “extraordinário..." Há profissionais que tem a miserável tarefa de mentir descaradamente para iludir os leitores. A única exceção são meus livros! Mas ainda não encontrei ninguém que se submeta a esse vexame...

Regra número 5antes de você achar que ama, ou odeia, ficção policial, saiba que, ao contrario do que vemos nas livrarias, há outros autores além de Conan Doyle; Agatha Christie; James Patterson e Harlan Coben (verifique uma pequena lista nesse site, em Favoritos – mas, há muitos outros!).

Regra número 6 pesquise na internet, pois os livros que estão expostos nas livrarias são uma representação ínfima do que existe no mercado. Tampouco aqueles que estão nas gôndolas principais estão ali por uma questão de qualidade. São editoras que negociam com as livrarias onde seus livros serão exibidos, além, é claro, dos mais procurados.

Regra número 7livros curtos com preços exorbitantes devem ser lidos na livraria. Essa regra merece mais atenção. Essa é uma regra protesto contra editoras que em vez de baratear o livro, transforma-o em um bibelô, com capas aprimoradas e valores aviltantes, inclusive de livros que já estão em domínio público. Mas quando realizar o protesto tenha o mínimo de ética! o livro tem que ser pequeno (que você leia em uma tarde ou, no máximo, em duas visitas); só faça isso em livrarias que permitem; tenha cuidado ao manusear o livro, pois alguém vai compra-lo; e, finalmente, compre algo nessa livraria, pois, ao contrário, ela vai quebrar e perderemos esse espaço maravilhoso.