O romance policial ou ficção policial (também conhecido como romance de detetive, romance de investigação, noir) é a literatura que se caracteriza pela presença de um crime, de sua investigação e dos personagens que compõem esse ambiente.

Usando o crime ou o mistério como pano de fundo, este gênero se comunica facilmente com outros gêneros, tais como, a espionagem, o suspense, o humor, a ação, o thriller, o romance histórico ou psicológico.

Credita-se ao americano Edgar Allan Poe o surgimento desse tipo de ficção, em meados do século XIX, ao publicar os livros protagonizados pelo detetive Auguste Dupan. Mas é no final do século XIX que este gênero atinge mais popularidade com as aventuras do detetive Sherlock Holmes, criado pelo inglês Arthur Conan Doyle.

Seguindo essa receita de livros de mistério e investigação, no início do século XX, a inglesa Agatha Christie (detetive Hercule Poirot; Miss Marple...) surge como um sucesso editorial.

Nesse mesmo período, dois americanos, Raymond Chandler (Detetive Philip Marlowe) e Dashiell Hammett (Detetive Sam Spade), publicando em uma popular revista americana, a Black Mask, subvertem, ou reinventam, o gênero detetivesco, ao substituir o ambiente mais aristocráticos por um cenário mais real, ambientado em lugares sombrios, escuros, espúrios, habitados por seres decadentes e execráveis com detetives problemáticos, lutando para sobreviverem em um mundo caótico, sujo, violento e corrupto.

Inspirada por essa atmosfera escura e sombria, a editora francesa Gallimard cria a Série Noire (negra). Depois, a expressão “noire”, é apropriada pelo cinema americano, como “Film Noir” e, em muitos países como Literatura “Noir”.

Claro que muitos outros escritores contribuíram para a literatura policial. Entretanto, até meados do Século XX, é bem difícil imaginar outros autores que foram mais expressivos ou significativos para o romance criminal que os clássicos citados acima.