Esta pequena relação está muito longe de esgotar todos os nossos favoritos, mas é um bom guia para aqueles que estão iniciando na literatura policial. São autores que são referência na ficção policial e que serviram de inspiração para a nova geração de romancistas, ajudando a manter a popularidade desse gênero literário.

Excluímos os autores americanos por fazerem parte do maior mercado editorial e ser mais fácil encontra-los.

P. D. James (Oxford / Inglaterra, 1920 - 2014)

Entre 1972 e 1979 trabalhou para o Criminal Law Department del Home Office (Londres) e entre 1988 e1993 na direção da BBC e na presidência da Literature Advisory Panel no Arts Council da Inglaterra. Em 1983 obteve a Order of the British Empire.

Seu primeiro romance foi publicado em 1962, com o personagem Adam Dalgliesh, policial responsável pela brigada especial de investigação de homicídios na Scotland Yard.

Foi jornalista e publicou seu primeiro romance policial em 1964: From Doon With Death. Criadora do Inspetor Reginald Wexford, Ganhou o “Gold Dagger” da “Crime Writer's Association”, em 1976, pelo livro A Demon in my View; o “Arts Council National Book Awards” pela obra The Lake of darkness, em 1980; o “Silver Dagger” (1985) por The Tree of Hands; e, com o pseudónimo de Barbara Vine, ganhou o “Prémio Edgar Allan Poe” dos “Mystery Writers of America” pelo livro A Dark-Adapted Eye.


Manuel Vázquez Montalbán (Barcelona / Espanha, 1939 – 2003)

Montalbán teve muitos problemas devido a sua atividade política contra o Franquismo. Mas, em 1966 retornou ao jornalismo, inserido numa revista progressista, a Triunfo , na qual foram aparecendo ensaios da sua autoria consagrados à cultura espanhola. No ano seguinte estreou como poeta, ao publicar Una Educación Sentimental (1967).

Mas a grande consagração de Vázquez Montalbán deu-se em 1972, logo após o aparecimento do seu segundo romance, Yo Maté a Kennedy . Refletindo os tempos difíceis que a Espanha atravessava, o policial apresentava ao público o personagem Pepe Carvalho, detetive peculiar, ex-comunista, ex-agente da CIA e com uma queda para a gastronomia.

Depois de Tatuaje (1974) e La Soledad del Manager (1977), a dita Série Carvalho foi recompensada com o Prémio Planeta e o Prémio Internacional de Literatura Policial francês, atribuídos a Los Mares del Sur (1979).


Leonardo Padura (La Habana / Cuba, 1955 - ...)

Trabalhou como jornalista e roteirista. Em 1990, escreveu o primeiro romance sobre Mario Conde, tenente-investigador da polícia de La Habana.

Com o livro Paisaje de otoño granhou o Prêmio Hammett da International Association of Crime Writers. Em 2015 ganhou o prêmio Princesa de Asturias de las Letras.


 

Hanning Mankell (Estocolmo / Suécia, 1948 -2015)

Criador do personagem Kurt Wallander, delegado em Ystad, pequena cidade de Escania, sul da Suécia. Seu primeiro romance: Assassinos sem rosto foi publicado em 1991.

Foi um dos escritores suecos mais lidos no mundo, traduzido para mais de 40 línguas, e com mais de 40 milhões vendidos. Ganhou diversos prêmios literários, entre eles: The Gold Dagger (2001)

Mankell colocou a Escandinávia na rota dos bons romances policiais, muito antes que Stieg Larsson e toda a legião que o sucedeu.

Quem curtiu o Wallander no livro precisa assistir a excelente série da BBC protagonizada por Kenneth Branagh.


Petros Márkaris (Istambul / Turquia [obteve a nacionalidade grega], 1937 - ...)

Foi tradutor de autores alemães, roteirista e dramaturgo. Criador do delegado ateniense Kostas Jaritos. Seu primeiro romance policial foi A hora da morte (1995).

Ganhou o VII Prêmio Pepe Carvalho (2012), com: Com el agua al cuello; medalha Goethe (2013); prêmio do Quais du Polar (França, 2013);


Andrea Camilleri (Porto Empedocle / Sicília, 1925 - ...)

Trabalhou como roteirista e diretor de algumas séries policiais para a televisão. Em 1978 estreou como romancista, mas, a consagração veio em 1992 com a publicação de La Stagione dela Caccia (The Hunting Season) que se tornou um best seller.

Em 1994, ao publicar A forma da água, narrando o primeiro caso com o delegado Salvo Montalbano, que atua numa cidadezinha de Sicília, a fictícia Vigàta, deu início a uma longa série de romances policiais, tornando Montalbano um dos íconos do romance policial.

Com a série Montalbano vendeu mais de 3 milhões de livros e foi traduzido para 32 países. Ganhou diversos prêmios, entre eles: Crime Writer’s Association International Dagger (2012); RBA Prize for Crime Writing (2008); Nino Martoglio Internationa Book Award (2001); Grande Ufficiale Ordine al Merito dela Repubblica Italiana (2001).


Arnaldur Indridason (Reykjavík / Islândia, 1961 - …)

Jornalista e crítico de cinema, tornou-se famoso com o detetive Erlendur Sveinsson. Publicou seu primeio romance policial em 1997 (Synir duftsins).


Luiz Alfredo Garcia-Roza (Rio de Janeiro, 1936 - ...)

Foi professor da UFRJ e é autor de oito livros sobre psicanálise e filosofia. Com seu romance de estreia, O Silêncio da Chuva recebeu os prêmios Nestlé de Literatura (1996) e Jabuti (1997).

É o criador do delegado Espinosa (O Silêncio da Chuva; Achados e Perdidos Vento Sudoeste; Uma Janela em Copacabana; Perseguido; Berenice Procura; Espinosa sem Saída; Na Multidão; Céu de Origamis; Fantasma; Um lugar perigoso.


Patricia Melo (Assis/SP – 1962 - ...)

Roteirista para a televisão, teatro e cinema. Escreveu Acqua Toffana (1994); O Matador; Elogio da Mentira; Inferno (Ganhador do Jabuti - 2001); Valsa Negra; Mundo Perdido; Jonas, o Copromanta; Ladrão de Cadáveres; Escrevendo no Escuro; Fogo-Fátuo; Cog Magog.


Pierre Lemaitre (Paris / França, 1951 - ...)

Professor de literatura francesa e americana, escritor de romances e roteiros. É o criador do delegado Camille Verhoeven, na trilogia (embora composta com 4 livros): Irene (Travail Soigné - 2006); Alex (2011); Camille (Sacrifices - 2012); Rosy & John (2013).

Também escreveu: Vestido de Noiva (Robe de marié – 2009); Recursos Inhumanos (Cadres noirs - 2010); Nos vemos allá arriba (Au revoir là-haut – 2013); Tres días y una vida (Trois Jours et une Vie – 2016).

Ganhou o mais importante prêmio literário francês, o Goncourt, pela obra: Au revoir là-haut (2013), o CWA International Dagger (2013; 2015; 2016) e o Le point (Romance Policial Europeu – 2010).